sociedade : society

um por todos, todos por um

Entre ontem e hoje, juntamente com familiares e amigos levámos mais de 800 garrafas de água e mais de 100 barritas de cereais à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Cascais
Entre ontem e hoje muitos amigos e conhecidos espalhados pelo país foram deixar o seu donativo no quartel de bombeiros da sua região. 
Entre ontem e hoje vi bombeiros genuinamente agradecidos e surpreendidos pelo movimento de cidadãos que decidiu aparecer no quartel, mostrando que não estão adormecidos, que não se limitam a comentar as notícias, que se lembraram que os bombeiros são pessoas como todos nós. Acredito que só entre ontem e hoje muita gente, eu incluída, parou para pensar no que significa ser bombeiro voluntário. Só entre ontem e hoje olhei um bombeiro nos olhos e lhe vi a fragilidade humana, coberta por um corpo forte e um fato incrivelmente quente para o calor que se faz sentir.
Entre ontem e hoje muitas foram as partilhas pelas redes sociais alertando para o facto de os bombeiros estarem a aceitar garrafas de água, barras de cereais, bolachas e fruta e isso, acredito, teve efeito imediato. Em pouco tempo, pelo país inteiro, os quartéis de bombeiros começaram a receber – e muito bem! – visitantes desejosos de ajudar. 
E se venho aqui mostrar o que fizemos é somente para que esta corrente continue, na esperança de inspirar alguém a fazer o mesmo. Porque – acreditem –  juntos somos muitos. E todos somos o país que temos.

quando as mãos se juntam por uma causa

from Portugal with Love

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Há pouco mais de um mês pedi para me ajudarem a ajudar. É difícil acreditar que passou apenas um mês. Tanto eu, como a casa, como a minha família passámos a viver em torno de novas prioridades. Novas para eles, muito antigas para mim. Em tão pouco tempo, tanto aconteceu.
Na verdade, não gosto do termo “ajudar”. Quando os meus avós ficaram comigo para me criar, não o fizeram para ajudar. Quando o meu marido larga tudo para me socorrer no que seja que for que está a acontecer, ele não o faz para ajudar. Quando eu estou a sofrer e telefono a um familiar mais próximo e essa pessoa aparece em minha casa em poucos minutos, ela não o faz para ajudar. Quando o meu filho me vem dar um abraço, ele não o faz para me ajudar a sentir melhor, ele fá-lo para se sentir melhor, para se cumprir, para estar de acordo com aquilo que vai dentro dele.
E é isso que eu sinto dentro de mim, que tenho que cumprir o que cá vai dentro. 
E enquanto houver crianças no mundo que não têm os mesmos direitos e oportunidades que os meus filhos, enquanto houver no mundo idosos que moram em miséria e solidão, enquanto houver no mundo mulheres sem liberdade e sem perspectiva de futuro eu não poderei alcançar a paz que tanto almejo. 
Nestes 9 Kgs de boa vontade foram:
  • 6 casaquinhos de lã para bebé feitos pela Sónia Valente (Trinca Tricot)
  • 12 bonecos de pano, 12 porta-moedas/telemóveis, 2 malas, 1 pequeno taleigo, 1 capa para caderno, 1 poncho, 1 gorro, 1 camisola de lã feitos pela Teresa Bray (Loja do Lagarto)
  • 30 gorros para criança feitos pela Alexandra Sarzedas (a Alexandra contribui também com muitas mantas polares que não aparecem nas fotos)
  • 5 gorros em lã para criança, 3 bonecos de pano e 1 manta para criança feitos pela Ana Paula Barata (B’arte)
  • 3 gorros em lã para criança, 1 par de luvas em lã, 2 pares de botinhas em lã para bebé feitos pela Sofia Amaral (Entre a Serra e o Mar)
  • 2 mantas de retalhos para criança (muito difíceis de fotografar) por mim própria
Esta nossa pequena mas calorosa contribuição já está a caminho do seu destino, Refugees Aid BCN, que a encaminhará para a Grécia. A quem queria colaborar mas não chegou a tempo, estes meus (queridos!) amigos em Barcelona precisam de ajuda para fazer chegar todos os donativos ao seu destino. Podem ler aqui (e contribuir, se quiserem fazer parte deste movimento verdadeiramente Humano):
Todas nós queríamos ter feito mais, muito mais. Mas em tão pouco tempo, acho que o que conseguimos foi uma grande prova de que todos, juntos, fazemos a diferença. Bons exemplos disso não faltam.
Tenho a certeza de que o que fizemos chegará às mãos de muitas crianças. O resto, só podemos imaginar. 
Quanto a mim, não vou parar. Aliás, ainda não parei. Mas isso fica para a próxima. 🙂

ajudem-me a ajudar

“Women rock the cradles with their right hand and the world with their left.”

ditado Sírio

Olá a todas! Hoje venho pedir que se juntem a mim. Que se juntem umas às outras e que todas façamos algo de útil, neste momento em que a humanidade grita por socorro. O Inverno vem aí. Há milhares de pessoas a viver em campos de refugiados. Vão ser precisos muitos agasalhos, roupas quentes – e brinquedos, que aqueçam corpo e alma. Eu tenho duas mãos, tempo e matéria prima. E vocês?
Peguem em lãs e agulhas, em tecidos e tesouras e façam agasalhos, mantas, bonecos de pano. Quem assim entender, poderá enviar o seu trabalho para mim, que entregarei à AMI
Aproveitem o fim de semana, juntem a família e façam algo juntos. Se não souberem o que fazer, há muitos projectos de costura, crochet e tricot pela internet. Aqui ficam alguns exemplos simples que encontrei (com instruções e moldes):
http://www.purlbee.com/2014/10/25/super-easy-crib-blanket-in-super-soft-merinos-newest-colors/
http://www.purlbee.com/2014/02/02/lauras-loop-the-boyfriend-hat/
http://www.purlbee.com/2011/11/27/mollys-sketchbook-felted-wool-wrist-warmers/
http://www.purlbee.com/2008/04/04/mollys-sketchbook-a-trip-around-the-wool-1/
http://www.purlbee.com/2011/02/13/whits-knits-crocheted-striped-hand-warmers/
http://whileshenaps.com/2014/12/free-pattern-josephine-doll.html
http://whileshenaps.com/2013/05/free-teddy-bear-sewing-pattern-pete-the-bear.html
http://www.purlbee.com/2015/07/06/learn-to-crochet-a-granny-square-blanket-kit/
http://www.purlbee.com/2014/11/07/crocheted-super-easy-baby-blanket/
http://www.purlbee.com/2009/04/08/mimi-kirchners-hand-sewn-felt-doll/
http://www.purlbee.com/2012/03/04/lauras-loop-flannel-receiving-blankets/
http://www.purlbee.com/2013/05/30/mollys-sketchbook-wool-and-liberty-teddy-bear/
http://www.purlbee.com/2013/02/17/mollys-sketchbook-soft-woolen-bunny/
http://www.purlbee.com/2013/11/24/corinnes-thread-winter-baby-bonnet/
http://www.purlbee.com/2014/03/06/corinnes-thread-cozy-sewn-cowl/
Se estiverem em Espanha, a minha amiga Rita está a juntar roupas quentes e agasalhos para enviar para Kos:
https://www.facebook.com/refugeesaidbarcelona/info
Se quiserem ajudar de outra forma: 
http://www.independent.co.uk/news/world/europe/5-practical-ways-you-can-help-refugees-trying-to-find-safety-in-europe-10482902.html
Se preferirem enviar matéria prima, como lãs e agulhas, tenho a certeza de que serão bem recebidas:
http://childrenofsyria.info/2015/03/12/knitting-our-lives/?utm_content=buffer1513f&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer
Os meus pensamentos estão, inevitavelmente, com as mulheres e crianças:
http://www.rescue.org/arewelistening
Por agora, a ideia é actuar o mais rapidamente possível, ainda em Setembro. 
Se tiverem dúvidas, contactem-me, deixando aqui um comentário ou se preferirem, por e-mail. 
Peço que participem, que façam a vossa voz se ouvir e que deixem as vossas mãos cumprir a sua missão: ser útil!

Eu voto

Amanhã, por favor levantem-se do sofá, vistam um casaco e sejam cidadãos. Se querem um país civilizado, comecem por exercer o vosso direito / dever de votar.
O “não querer saber” é puro analfabetismo, em pleno século XXI.

E desta vez há em quem votar. Acreditem, acompanhei a campanha de muito perto (ao minuto 1:17, a minha mãe, de quem me orgulho por ser uma pessoa que luta por aquilo em que acredita e que do pouco faz muito).

Votem em quem acreditam, mas acima de tudo: votem. Nem sempre o foi possível fazer – agora que temos o direito já não o queremos exercer?

Madeira


Para apoiar as vítimas da catástrofe que se abateu sobre a Madeira, os CTT estão a oferecer o transporte e a embalagem de bens para apoio da região. Para isso, basta ir a qualquer uma das 900 estações de Correios, pedir a caixa solidária e pôr como destinatário: “MADEIRA”. Não é preciso selo nem mais morada.
Aqui fica uma lista de produtos/bens necessários:

Lençóis
Cobertores
Mantas
Almofadas
Roupa interior (H/ S e criança)
Roupa em geral
Produtos de higiene
Fraldas
Leite em pó
Comida para bébé
Enlatados

Para saber mais, pode consultar a página do facebook.

dar

De um e-mail que recebi e quero partilhar:

O Pisão é um grande centro de acolhimento, perto de Alcabideche, onde vivem 340 deficientes mentais e também pessoas sem abrigo. São pessoas muito pobres que nada têm. Vivem apenas da caridade que o centro com grandes dificuldades lhes poder dar. As verbas escassas da Misericórdia e alguns donativos, mal chega para dar comida, quanto mais para os vestir.

Como é fácil de perceber, as pessoas usam roupas oferecidas que se gastam rapidamente. Eles estão a precisar com urgência de roupas de primeira necessidade:

Camisolas interiores + Camisolas /Casacos para o exterior
Cuecas
Pijamas
Meias
Sapatos
Restos de Champoos e sabonetes.

Não vos peço para comprar seja o que for, basta uma breve revisão do que já não usam em casa, para homem ou mulher (adultos) de qualquer tamanho.
Se também houver roupa para vestir (calças, camisas, malhas, casacos), toalhas, lençóis e cobertores usados, serão artigos muito bem vindos.

Às vezes há realidades que são tão básicas e nós nem nos apercebermos que
podem existir.

Peço a vossa colaboração neste pedido de auxílio. Para entregar as ofertas podem fazê-lo directamente no Centro do Pisão ao cuidado da Dra. Anabela Gomes, telef 214603890.

Para que as ofertas sejam feitas com o mínimo de dignidade, peço-vos que a roupa esteja lavada e pelo menos dobrada.

Em complemento divulguem este apelo na vossa família, amigos e nas vossas empresas, e organizem a recolha.
Muito obrigado pela vossa disponibilidade e solidariedade: agradecer-vos-ão com certeza 340 pessoas necessitadas que aguardam um pouco do conforto que lhes trouxerem.


Na expectativa de que este pedido de socorro se realize, envio um GRANDE ABRAÇO, que nos ligue a todos, com muito calor humano.

Agora que chega a Primavera e com ela as limpezas de gavetas, não nos esqueçamos dos que têm muito menos que nós.

está nas nossas mãos

Se cada cabelo branco que tenho no meio de todos os outros escuros fosse uma marca de sabedoria, assim como uma medalha de prata, eu olhava o espelho e sorria, agradecida.
Se não fosse olhada de cima abaixo assim que me cruzo com a primeira vizinha, não levava tanto tempo a escolher o que vestir. De certeza que nem olhava o espelho. E assim, nem sabia que tinha cabelos brancos.
Se, quando nasceu o M., as enfermeiras não me tivessem convencido com as suas vozes de soldado, que o meu filho tinha que mamar de tanto em tanto tempo aquela quantidade, eu teria escutado o recem-nascido e teria percebido a sua necessidade, ele teria sentido mais paz, e eu teria sentido o que é ser mulher, ser humano, mamífero.
E é isso que nos faz tanta falta – sermos o que somos, não o que nos dizem que somos. O que hoje nos dizem, amanhã é falso.
Mais de metade dos bens que possuímos são supérfluos. São vendas. São lucro. Não nosso, mas de alguém. Não são só os outros que batem à porta de um pseudo-escritório qualquer a reclamar o prémio que lhes foi anunciado, deparando-se depois com uma verdadeira teia-de-aranha da qual só conseguem sair se comprarem alguma coisa. Todos nós o fazemos, sem nos apercebermos.
Pelo menos, assim vejo o mundo, e cada dia que passa sinto mais certeza, menos incerteza. Tudo está a tornar-se claro, para mim. Suficientemente claro para dizer basta.
Em NY nasce um movimento chamado freegan, que vai até ao limite para combater este consumismo extremo que define, infelizmente, a nossa sociedade. Cá também existe, sem saber que tem nome, e felizmente há sempre alguém inteligente que não escolhe o caminho aparentemente mais fácil, que é aquele que já foi trilhado.
O que mais desejo na minha vida é paz, tempo, espaço. E acredito que lá chegarei, porque estou mais perto agora do que estava há poucos anos atrás. Agora vivo com menos, mas tenho mais.
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