tricot : knitting

19.01.2018

17.01

17.01

17.01

2018. Para uns, Janeiro não é mais que um mês; para mim, significa um novo começo, um novo capítulo, uma nova oportunidade.
Podia dizer que passei o ano de 2017 a correr de um lado para o outro mas seria injusta para quem corre realmente de um lado para o outro todo o ano. Os meus dias são simples, relativamente calmos e embora esteja sempre a trabalhar, trabalho naquilo que mais gosto e que me alimenta a alma.
Foi um ano de viagens, de muitos contactos com pessoas que não imaginava vir a conhecer, de muitas encomendas de bonecas, de muitos vestidos feitos e entregues. Foi, sem dúvida alguma, um dos melhores anos da minha vida.
Numa corrida contra o tempo, a certa altura decidi aceitar que não conseguia chegar a tudo a que me propunha. Este blog ficou em pausa embora muitas vezes escrevesse nele, em mente, de mim para mim. A verdade é que senti uma falta enorme deste diário, do contacto com quem o possa ainda ler, deste ritmo que nos traz à vida, mais pausada e atenta.
O sol voltou e com ele desperta a terra e despertamos nós, sempre prontos a continuar.
2018, aqui estou eu.

wwkpd 2016 em Cascais

wwkpd 2016

wwkpd 2016

wwkpd 2016

wwkpd 2016

No passado sábado foi dia mundial de tricotar em público e a minha terra participou! Dezenas de pessoas apareceram para tricotar na rua, em frente à The Craft Company. As tricotadeiras de Oeiras, as Tricomania em Cascais, o Knitted by Macho Men e tantos outros apareceram de agulhas na mão! Foi uma festa, um exemplo de como podemos mudar tanto no mundo, de como a vida pode ser simples e descomplicada quando quebramos barreiras e fazemos aquilo de que gostamos. 
Ali, sentada à porta da loja, acompanhada por pessoas com um interesse em comum, mais que isso, com um amor comum, percebi o quanto a cidade foi retirando ao cidadão enquanto este se foi fechando em si e na sua correria diária. Porque é que já não nos sentamos à porta de casa ao fim do dia com os vizinhos? Será pelo mesmo motivo que os nossos filhos já não sabem o que é estar na rua com os amigos, mesmo sem nada para fazer? 
O que tenho aprendido é que basta dar o primeiro passo. No meu caso, descobri que Cascais tem gente muito interessante. E isso faz-me tão mais feliz que começo a tratá-la como sendo a minha terra!

o casaco dela

casaco

casaco

casaco

Não, não fui eu que fiz. Mas se soubesse, seria exactamente assim que o faria. Este foi a Sónia quem o fez e não podíamos estar mais satisfeitas. É de lã, macia, quente mas não em demasia, leve mas com um certo peso que aconchega. Chegou mesmo a tempo do aniversário da M. (em Novembro!) e desde então que espera uma sessão fotográfica à sua medida. Tem sido o casaco mais usado nesta casa e continua impecável – e suspeito que ainda terá muito uso pela frente.
Em breve quero ter nas agulhas assim algo grande e bonito.
Enquanto isso, restam-me poucas horas para acabar umas meias!

perneiras para ela

perneiras

perneiras

perneiras

Entretanto, enquanto as meias esperam os calcanhares, fiz umas perneiras (ou caneleiras?) para a senhorita Alecrim. Como ainda não tinha trabalhado em magic loop sem ser em meias, achei que umas perneiras seriam o projecto ideal para uma estreante como eu. E não me enganei! Gostei muito de as fazer. O fio foi este , muito macio e bonito (percebi o entusiasmo da surpresa de uma nova cor sempre ao virar da esquina) mas para a próxima quero usar um mais natural (algodão ou lã) mas igualmente macio (admito que sou daquelas almas sensíveis à aspereza da lã – não me batam por favor!). Não segui modelo, montei 52 malhas e tricotei até chegar ao joelho (“mãe, doi-me o cotovelo do joelho!”). Podia tê-las feito mais compridas mas a cliente não quis, o que calhou bem visto que me custou exactamente um novelo e nada mais.
Aceitei o desafio feito pela Rosário e vou fazer pelo menos um par de meias no mês de Março. A ver vamos. 🙂
Antes que me esqueça, a equipa da Cose+ convidou-me a responder a umas perguntas e eu respondi com muito gosto. Vão lá ver e não deixem de seguir esta nova revista sobre costura 100% portuguesa, que muito promete! Tenho a certeza de que vão gostar.

tricotar

na cama

na cama

na cama

Nunca fui adepta do pequeno almoço na cama, não lhe acho graça nenhuma. Mas regressar à cama, depois da maioria das tarefas cumpridas, com o tricot nas mãos e deixar-me ali ficar, tic tic tic, é domingo, tic tic tic, posso dar-me este presente, tic tic tic, é do melhor que há. 
Quase a acabar o primeiro par de meias para a senhorita Alecrim, mal posso esperar por começar as próximas (tamanho 41, filho de 13 anos pede meias feitas à mão, mãe feliz, tic tic tic!)

tricotando

tricotando
tricotando

Em 2009 (há sete anos!), um grupo de amigas juntava-se à volta de uma mesa para aprender a tricotar meias. Quem ensinava era a Zélia e a aula estendeu-se de manhã à noite, no meio de boa conversa, boa comida, boas pessoas. Custa a crer que já se passaram sete anos! Sinto saudades de muitas daquelas mulheres.

A verdade é que não pratiquei o suficiente para perder o medo das cinco agulhas. Mais uma vez, não acredito que se passaram sete anos. Mas não me dei por rendida. Eu hei-de aprender a fazer meias. Por isso inscrevi-me num workshop na bonita The Craft Company, desta vez para aprender a tricotar as meias com a técnica do magic loop. 
Já em casa, a preparar o trabalho para a aula seguinte, atrapalhei-me um pouco e acabei por desmanchar. Esta técnica permite fazer as duas meias ao mesmo tempo, o que é perfeito, mas por agora, que ainda estou a dar os primeiros (segundos) passos, fico-me por uma de cada vez. Está cheia de imperfeições, coitada, mas já a vejo como a minha meia preferida para todo o sempre.

A Terapia do Tricot já chegou cá a casa e mal posso esperar por começar a trabalhar com ele! 🙂

Malhas Portuguesas

Malhas Portuguesas de Rosa Pomar

Malhas Portuguesas de Rosa Pomar

Malhas Portuguesas de Rosa Pomar

Malhas Portuguesas de Rosa Pomar

O livro mais bonito do momento. O livro que faltava a Portugal, país rico em tradição artesanal que tem esquecido e desprezado este grande património das malhas portuguesas. Hajam pessoas como a Rosa Pomar que dedicam grande parte do seu tempo a investigar, a recolher, a valorizar e a divulgar esta nossa herança cultural que não pode, de forma alguma, perder-se no tempo. 
Para além de um livro de História é também um manual que ensina a fazer malha, com instruções fáceis de seguir – em português, o quanto esperei por isto!- e ilustrações intuitivas da Rita Cordeiro que permitem a qualquer um executar as peças tão bonitas aqui apresentadas de inspiração tradicional com um toque contemporâneo e muito – muito – português.
Sinto orgulho neste livro. Mal posso esperar por começar uma manga minderica, a minha favorita.

como fazer uma borla para tricot

tutorial borla de tricot

tutorial borla de tricot

tutorial borla de tricot

tutorial borla de tricot

tutorial borla de tricot

tutorial borla de tricot

tutorial borla de tricot

tutorial borla de tricot

Fazer uma borla é tão simples! Mas tal como eu, que só aprendi depois de a minha avó mo ter mostrado, haverá muita gente que ainda não sabe nem nunca viu ninguém fazer. Para essas pessoas, aqui fica um passo-a-passo em imagens. Caso restem dúvidas, é só perguntar.
 
Outras borlas aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
 
Passem no By Deva, o blog da Márcia. Estou lá de visita!
 
Bom fim-de-semana!
 
 

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