celebrar : celebrate

pão por deus

pão por deus

pão por deus

pão por deus

De manhã foram pedir pão por Deus, como já vem sendo tradição. Juntou-se um grupo ainda maior que do ano passado.  A mascote era a mesma, a senhorita Alecrim. 
Onde moramos não vale a pena ir tocar à porta de ninguém. Ainda para mais num sábado de manhã. Uma ousadia, ser criança e querer brincar às tradições. Vamos às aldeias aqui ao lado, longe da vida gira da gente gira com cães giros e bicicletas giras. Onde nos abrem a porta com sorrisos, preparados ou não com mãos cheias de guloseimas, contentes pela visita, felizes pela vida que se espalha pela rua naquela manhã. Já há vários grupos de crianças, uns de cada lado da estrada, é melhor correr para ver quem lá chega primeiro. São muitos, pequenos, grandes, estão todos na rua e os sacos enchem-se e as crianças são crianças e a aldeia é aldeia.
Curiosidade nº 1:  aquela primeira porta que se abriu perguntar-lhes porque não vinham mascarados e porque não faziam partidas. 
Curiosidade nº 2: a maior parte das crianças que está a pedir pão por Deus não sabe o que é o pão por Deus.

Curiosidade nº 3: crianças que não sabem o que são pinhões, que vou felicíssima apanhando ao longo do caminho, deliciando-me mais tarde em casa com aquele sabor a pinheiro e a infância.

À tarde fomos visitar os nossos mortos, que para mim estão tão vivos quanto os vivos e fazem parte dos meus dias. Vivesse eu noutro tempo e espaço e os meus mortos viviam ali ao meu lado, no meu jardim, a ver os meus filhos crescer. Uma sociedade que não sabe lidar com a morte nunca saberá do que a vida se trata. 

38

38
38 é
não perceber como tudo passou tão rápido
saber que metade já lá vai
e que há que aproveitar 
aceitar que nada na vida é certo
e estar finalmente (quase) em paz com isso
conseguir calar os medos
 enfrentar as inseguranças
aprender a ouvir a nossa voz
perdoar os erros passados
nossos e dos outros
e perdoar os erros futuros também
ter o passo mais firme
o coração mais maduro
e a cabeça mais cansada
ter junto todas as peças soltas até aqui
e descobrir que tudo faz sentido
e que bonito sentido
aceitar
acolher
acarinhar
a pessoa que somos hoje
em honra das que já fomos
e das que viermos a ser
saber quem somos
reconhecer o caminho  
sentir nas veias o sangue a pulsar
e ver o tempo a passar
pedir ao Universo
que nada nos fique por fazer
e que a história 
a nossa história
seja tão maravilhosa
quanto a sentimos ser

Feliz Ano Novo


Escola Nº2 de Seia – Turma da Professora Lucília Quintas – Aniversário de Bonecas – 1967
Museu do Brinquedo, Seia

A todas as crianças, de ontem e de hoje, eu desejo:

um ciclo novo nas vossas vidas,

uma casa limpa e aconchegante,

uns braços fortes e ternos a que recorrer,

uma cama quente e segura,

um bom livro para adormecer,

um beijo ao deitar,

um beijo ao acordar,

um brinquedo mais que preferido,

e muitos amigos com quem brincar.

Um Feliz 2010 para todos nós!

ai ai ai

não aguento mais!… Está bem, eu rendo-me!

Feliz dia das mentiras!!!
Eu lá ia deixar-vos!
Fica assim provado, para quem restavam dúvidas, que eu sou totalmente incapaz de aguentar uma surpresa por muito tempo…. bolas.

A todos

A vida tem destas coisas. Aquilo que conhecemos como certo, pode não o ser.
Este blog teve quase um ano de existência. Nasceu, deu os primeiros passos sem saber bem para onde caminhar, cresceu sem avisar.
Agora, por razões que não vale a pena explicar, chega ao fim.
A todos aqueles que por aqui passaram, o meu muito sentido
Obrigada.
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