cozinhar : cooking

gelatina de pêra

gelatina de pêra

gelatina de pêra

Ainda são poucas as pêras maduras. Procurei e encontrei umas quantas, levei-as a ferver com umas colheres de açúcar amarelo e um pau de canela, fiz delas puré com a ajuda da varinha mágica ao qual adicionei uma duas ou três colheres de sopa de agar-agar. Depois de arrefecidas foram para o frigorífico ou geladeira (olá Brasil!) e saíram de lá há pouco, em modo gelatina. Uma delícia.

amamentação + constipação

constipada

Outubro chegou. Sem darmos conta, em poucos dias ficámos constipados. A mãe, que diz que não tem tempo para ficar doente (e não tem) foi a última a se render e tem agora que tratar de si para poder tratar dos seus.

constipada

Evito sempre recorrer a medicamentos quando sei que a natureza me pode ajudar. E enquanto amamentar nenhum fármaco desnecessário entrará neste corpo – chá preto, gengibre, canela, limão e mel são uns dos meus aliados nestes dias. 
Aconselham mais algum?

tarte queijada de sintra

tarte queijada de sintra

apanhadas na falésia

tarte queijada de sintra

Com uma colher de pau, misturam-se 4 gemas, 300 g de açúcar, 60 g de farinha com fermento, 4 queijos frescos pequenos, 2 colheres (de sobremesa) de canela. Deita-se o preparado numa forma já com a massa quebrada (disponível em qualquer supermercado) depois de picada com um garfo. Levar ao forno a 180ºc até ficar bem corada.

Uma delícia.

lentilhas

lentilhas

lentilhas

Provavelmente o meu prato preferido. Faço-o na maior parte das vezes para mim, quando estou sozinha porque ainda não consegui fazer com que os rapazes da casa gostem delas tanto quanto eu. E faço-as sempre na noite de ano novo, costume que aprendi com uns amigos italianos que não passam sem este símbolo de prosperidade nessa data festiva.
Porque as acho bonitas em toda a sua simplicidade e – mais uma vez – as acho deliciosas (e porque, modéstia à parte, as faço bem), aqui deixo a receita.

lentilhas

Lave as lentilhas e deixe-as num recipiente com água por uns 30 a 60 minutos. Ao contrário do que muitos possam pensar, as lentilhas não precisam ficar muito tempo de molho. A medida é mais ou menos a do arroz, ou seja, uma mão cheia por pessoa.
Faça um refogado com azeite, louro e cebola (o louro vai dar todo um novo sabor ao prato). Deixe refogar devagar sem que a cebola queime, mexendo de vez em quando. 
Escorra as lentilhas, reservando a água onde estiveram de molho. Junte as lentilhas ao refogado, mexendo devagar, em lume brando. Envolva para que absorvam todo o sabor do refogado. Junte sal a gosto. Enquanto isso, aqueça a água que reservou. Esta água vai sendo deitada na panela aos poucos, apenas para cobrir o preparado e nunca enchendo a panela. .
Por esta altura, pode acrescentar legumes como cenoura, nabo, etc. cortados em pequenos pedaços.
É importante ficar por perto, mexendo com uma colher de pau, provando, cheirando e juntando água somente se necessário. Se as lentilhas levarem água a mais separam-se da casca, o que não é muito agradável.
Entre 30 a 40 minutos o prato estará pronto – e delicioso. Para acompanhar, um arroz de bróculos e terá uma refeição completa e muito saciante.

lentilhas

o milagre dos pães ou o pão que a Luísa amassou

a força

a espera

o fogo

as brasas

o forno

o pão

Uma semana que me soube a mês inteiro. Um horizonte a perder de vista, um silêncio que nos carrega as baterias e nos devolve a nós próprios: um lugar maravilhoso. Tudo isto aqui tão perto.
Mas o melhor de tudo são as pessoas que vou encontrando e que me trazem esperança e alegria num mundo onde teimam em nos dizer que tudo está perdido. A humanidade está viva e de boa saúde, é só querer ir ao seu encontro.
Já no último dia fomos convidados a entrar na casa dos vizinhos, onde todos os fins-de-semana a família regressa da cidade e se junta com prazer e alegria. Fui lá para vêr fazer o pão; saí de lá com o coração cheio.
O fazer o alimento para a família e amigos é muito mais que cozinhar. O alimento é a matéria; a união é a obra. Como ouvi dizer da minha anfitriã: ” o trabalho em conjunto mantém a família unida“. E eu já me tinha apercebido disso.
Foram várias as mãos envolvidas no processo de fazer o pão, foram ainda mais as bocas envolvidas no processo de o comer e eu, por estar grávida, tive a sorte de ser a primeira a provar o pão acabado de sair do forno a lenha.
Um dia ouvi dizer que a hospitalidade dos portugueses se deve em parte à sua falta de auto-estima. Tenho a certeza que não. Os portugueses sentem que recebem muito quando dão – eles sabem que a alegria maior é a de quem partilha.

Queques de manteiga

hoje fiz queques

Há muito que queria tentar fazer queques. Aproveitei esta receita que encontrei num pacote de açúcar e acrescentei-lhe a canela. São fáceis de fazer, deliciosos e cada um mais bonito que o outro.


250 g de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
250 g de açúcar
4 ovos inteiros
100 g de manteiga
1 chávena de leite
canela a gosto

Ligar o forno a 200ºC. Bater os ovos, juntar o açúcar, mexer bem. Juntar a manteiga amolecida, bater e acrescentar a farinha com o fermento em pó. Juntar o leite. Mexer. Juntar a canela.
Untar as formas com manteiga e polvilhar com farinha.
Deitar a massa nas formas até pouco mais de metade da sua capacidade e levar ao forno quente cerca de 20 minutos ou até cozerem.
Retirar, desenformar e fotografar para a posteridade.

croquetes de legumes com aveia

Descobri diferentes receitas de croquetes vegetarianos. Como nunca sigo uma receita do princípio ao fim, esta foi a que surgiu instintivamente. Fez parte do menu da noite de fim de ano e foi o almoço de hoje. Sucesso garantido.
Refogar cebola e alho em azeite.
Acrescentar legumes e cogumelos picados. Os legumes podem ser os mais variados (eu usei uma courgette, metade de um pimento vermelho e brócolos).
Misturar, mexendo sempre.
Acrescentar uma mão cheia de aveia por pessoa.
Misturar.
Juntar sal e pimenta a gosto (aconselho um pouco mais do que costuma usar).
Acrescentar água a ferver aos poucos, em pouca quantidade. Deixar ferver, mexendo com a colher. A quantidade desejada de água é a menor possível – o que se pretende é obter um puré consistente.
Provar.
Em pouco mais de 10 minutos a aveia está cozida.
Deixar arrefecer bem, se possível no frigorífico por umas horas.
Já frio, misturar pão ralado ao puré, caso esteja ainda muito mole para formar os croquetes.
Moldar os croquetes a gosto, passar no ovo e depois na farinha.
Fritar em óleo bem quente até obter uma cor dourada, escorrer et voilá!
São saborosos, não levam carne e são uma óptima desculpa para chamar as crianças à cozinha!

Broas de Milho

de Trás-os-Montes

300g de farinha de trigo; 150 g de farinha de milho (fina); 200 g de açúcar; 3 ovos; 1 c. de chá de canela em pó; 1c. de chá de erva-doce em pó; 1 1/2 de azeite fino; 1 cálice de vinho do Porto; farinha para tender


Num alguidar de barro misturar bem os dois tipos de farinha e o açúcar. Juntar os ovos, a erva-doce e a canela. Misturar tudo. Adicionar, aos poucos, o azeite e o vinho do Porto.

Amassar tudo muito bem, até a massa ficar homogénea. Deixar em repouso durante cerca de 30 minutos, coberta com um pano.

Com as mãos enfarinhadas, tender pequenas broas. Colocá-las em tabuleiros de folha polvilhados com farinha. Levar ao forno, até as broas ficarem firmes e douradas.

O prometido é devido. O pai chegou mais cedo e levou o filho ao parque. A mãe ficou a costurar e como que se sentisse culpada por não ir brincar também ao parque, prometeu que ao chegar, fariam bolinhos de partir os dentes, como carinhosamente lhes chamamos. Porque estas broas são muito fáceis de fazer e deliciosas mas assim que arrefecem tornam-se verdadeiras rochas. Mesmo assim, são das preferidas cá de casa.

Esta semana passámos bons momentos com a prima M. Com 4 anos de diferença, ela persegue-o por todo o lado, achando a maior graça a tudo o que ele faz, enquanto ele foge dela a sete pés quando ela insiste em se despedir com um beijinho. Imagino-os daqui a uma pequena década, a darem os primeiros passos nas grandes descobertas da vida mas logo sacudo a cabeça e afasto os pensamentos porque daqui a uma pequena década… eu terei aquela idade que assusta muito. Mas quando essa idade chegar, quero olhar para trás e ver que fiz muito, andei muito, cresci muito e celebrei a minha vida. E depois, quando essa idade chegar, vou perceber que ainda sou a mesma menina que acredita nos seus sonhos, mais que na própria realidade.

Contagem descrescente para o primeiro dia de aulas. O meu filho já vai entrar para a primária. Uma nova vida ganha forma.
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