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19.01.2018

17.01

17.01

17.01

2018. Para uns, Janeiro não é mais que um mês; para mim, significa um novo começo, um novo capítulo, uma nova oportunidade.
Podia dizer que passei o ano de 2017 a correr de um lado para o outro mas seria injusta para quem corre realmente de um lado para o outro todo o ano. Os meus dias são simples, relativamente calmos e embora esteja sempre a trabalhar, trabalho naquilo que mais gosto e que me alimenta a alma.
Foi um ano de viagens, de muitos contactos com pessoas que não imaginava vir a conhecer, de muitas encomendas de bonecas, de muitos vestidos feitos e entregues. Foi, sem dúvida alguma, um dos melhores anos da minha vida.
Numa corrida contra o tempo, a certa altura decidi aceitar que não conseguia chegar a tudo a que me propunha. Este blog ficou em pausa embora muitas vezes escrevesse nele, em mente, de mim para mim. A verdade é que senti uma falta enorme deste diário, do contacto com quem o possa ainda ler, deste ritmo que nos traz à vida, mais pausada e atenta.
O sol voltou e com ele desperta a terra e despertamos nós, sempre prontos a continuar.
2018, aqui estou eu.

5

happy 5!
E de um dia para o outro, cinco. Cinco anos de família e casa cheia, graças à nossa Maria Alecrim. Sem ela a casa não seria a mesma, disso tenho a certeza. Sem ela, não seríamos os mesmos. E eu, que nunca me imaginei mãe de uma menina, aprendo com ela todos os dias.
Uma menina cheia de sonho, de energia, de histórias para contar e de canções para dançar. Nasceu para o palco, esta pequena força da natureza. Tão doce, tão forte. Sinto que veio ao mundo para o conquistar.

happy 5!

Que a vida seja sempre tua aliada, querida sagitariana. Estarei por perto.

terra casa filha mãe

terra

terra

Como é que se escreve a um amigo a quem não dizemos nada há muito? Assim, de coração nas mãos (como sempre faço), na esperança de recuperar aquilo que tínhamos e de continuar a caminhar perto um do outro.

Venho aqui dizer que não me fui embora e que pretendo ficar. Sou de ficar. Mas os dias, embora a meu ritmo, chamam-me para todo o lado e à noite, quando gosto de escrever, caio no sofá e as palavras adormecem junto comigo.

Há muito para fazer, para partilhar, para sentir e eu não sou de desistir! Até breve!

da camisa do irmão

reciclar

reciclar

reciclar

Reciclar roupa é das minhas coisas preferidas de fazer. Porque não gosto de deitar fora algo que ainda tem muito para dar, porque gosto de puxar pelas ideias, porque adoro transformar. Porque, verdade seja dita, a sociedade em que vivemos é obcecada por deitar fora e eu, mais uma vez, discordo. Sabe bem e é necessário mas muitas vezes o deitar fora é um acto mecânico de quem deixou de saber fazer e se habituou a chamar lixo às coisas. A mim custa-me deitar fora um frasco de vidro, quanto mais uma camisa em bom estado.
Olhando para ela aqui assim, acho que é capaz de ter ficado com ar de bata. Mas que importa? Que se encha de terra, tinta e plasticina, que é tudo o que uma mãe pode desejar à sua filha de quatro anos, artista de alma e coração. 
-” Os artistas podem sujar-se, mãe!” 
-” Podem e devem, filha.”

Monster High, por senhorita Alecrim

Monster High,
por senhorita Alecrim

(Não é desenho animado que passe cá por casa nem é nome que se consiga dizer em língua estrangeira aos quatro anos de idade mas a sua persistência foi tal que acabei por descobrir quem era afinal a musa de que tanto falava. Ela gosta é de monstros, de bruxas e de lobos maus. )

o casaco dela

casaco

casaco

casaco

Não, não fui eu que fiz. Mas se soubesse, seria exactamente assim que o faria. Este foi a Sónia quem o fez e não podíamos estar mais satisfeitas. É de lã, macia, quente mas não em demasia, leve mas com um certo peso que aconchega. Chegou mesmo a tempo do aniversário da M. (em Novembro!) e desde então que espera uma sessão fotográfica à sua medida. Tem sido o casaco mais usado nesta casa e continua impecável – e suspeito que ainda terá muito uso pela frente.
Em breve quero ter nas agulhas assim algo grande e bonito.
Enquanto isso, restam-me poucas horas para acabar umas meias!

a meu lado

aqui a meu lado

aqui a meu lado

aqui a meu lado

aqui a meu lado

aqui a meu lado

Caminhar. Dar horizonte à alma. Deixar que o sol, tão longe, nos toque. Andar até nos esquecermos que andamos, deixando que as pernas pensem por si, tal como as mãos habituadas a um ofício. Olhar até perdermos o ser que olha, quase. 
Assim se recupera a saúde, um pouco cada dia. E eu estou grata por o ver melhorar, a meu lado.

Janeiro

Janeiro

Janeiro

Janeiro

Janeiro

Janeiro

Ainda a tentar apanhar a carruagem de 2016, eu que gosto tanto da ideia de começar um novo ano, um novo ciclo, um novo eu, um novo nós… desta vez não pedi grandes desejos, são cada vez menos de ano para ano. Saúde, amor, alegria de viver é tudo do que me lembro quando chega a altura de comer as passas. Desta vez terminámos o ano com uma perda grande, o avô holandês que tanta falta vai fazer… connosco fica o seu sorriso sempre presente, a sua alegria, o seu sentido de humor e de amor. 
Assim, o ano começa lentamente, passo a passo, mas a verdade é que ainda não o sinto. 
Lá fora, nasceu a rosa que graças a estas manias de registar estes momentos, percebi que nasce sempre em Janeiro, por volta do mesmo dia. Nestes dias cinzentos, esta pequena e solitária rosa nasce com o seu aroma doce e diz-me que a vida nunca acaba, que mantenha a esperança, que continue. Pensar que a salvei do lixo, dada como morta, porque acreditei nela – e agora ela agradece-me assim, todos os anos.
É bom voltar aqui. É bom continuar. 

algarve

Algarve

Algarve

Algarve

Algarve

Voltámos ao mesmo Algarve do ano passado. De todos os Algarves que já visitámos, parece que este nos conquistou. De tão simples que é, serviu-nos como uma luva. Ou melhor, como um calção de banho. Decidimos os três (a quarta está sempre pronta a passear, votando sempre a favor) que sim, que queríamos voltar àquele mesmo lugar, onde as casas não são nada de especial, onde o parque infantil cai de podre, bem como a mesa de matraquilhos, onde nunca se sabe como serão as pessoas com quem teremos que conviver. Mas a piscina está lá, os animais da quinta estão lá, o parque infantil está lá e a mesa de matraquilhos está lá. E a verdade é que naquele espaço de terra se forma sempre uma pequena aldeia que se junta de manhã, à tarde e à noite, mais as crianças que os adultos, mais os homens que as mulheres. Ali faço o almoço à janela, os miúdos ouvem-se lá fora, estão bem. A bicharada lá mais longe espera as cascas e os restos de pão que lhe levamos com tanto gosto. Um ritual que nasce naturalmente, organicamente, inteligentemente. 
E dou por mim a dizer “quero tanto viver assim”. 
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