casa da avó : grandmother´s home

da horta

na horta

na horta

na horta

Fomos tomar um café à cozinha e quando voltei à horta ele já lá estava, a plantar as novas cebolas. Como rapaz de 9 anos que é, nem sempre lhe apetece ir ajudar a trabalhar na terra, mas a verdade é que quando lá está, ele gosta. E eu adoro vê-lo, cada vez mais independente, mais senhor de si. Quando lhe digo que muitos adultos não sabem fazer aquilo que ele já sabe, não acredita. Quem não sabe semear e plantar e regar? Muita gente, filho, muita gente.

Quanto a mim, grávida de 30 semanas, com mais 10 Kg do que o habitual, sento-me nos degraus da escada e inspiro a felicidade que o campo me transmite, sonhando com o dia em que terei a minha horta, mesmo em frente a casa, e não a uns quilómetros de distância. Até lá, vamos fazendo assim, que já é muito bom.
Na terra temos agora novas cebolas, beterrabas, alho-francês, alfaces, couves, favas e nabos. Os tomates cherry continuam a nascer, lindos e doces e nós continuamos a agradecer.

notícias da horta

notícias da horta

notícias da horta

notícias da horta

notícias da horta

notícias da horta

As meloas crescem bem, devem estar prontas a comer daqui a poucos dias.
As couves são deliciosas, tão deliciosas que as temos que repartir com uns coelhos que ali vão à noite buscar a sua parte, nunca voltando à mesma couve mas sim procurando uma nova, por estrear.
A pereira promete e a grávida olha para ela com água na boca, bem como para o pessegueiro e as figueiras.
O tomate, doce, de casca mais grossa dos que se encontram nas lojas e que se come bem à mão como fruta que é, estragou-se de um dia para o outro sem percebermos a causa.
As cebolas, grandes, brancas e deliciosas vão sendo apanhadas aos poucos, conforme a necessidade.
Feijão-verde há muito, tanto que teve que ser fervido e congelado.
Para amadores que somos acho que não estamos mal. Ou será a terra, que em troca de pouco dá tanto?

Primavera, finalmente!

terra

terra

terra

terra

Temos cebola, tomate, pimento, meloa, alface, feijão-verde e couve portuguesa. Agora é esperar que as redes colocadas por cima da terra mantenham os coelhos do lado de fora, regar e desfrutar.
É altura para a famosa limpeza de primavera – interior e exterior: deitar fora o velho para dar lugar ao novo. Estes ciclos trazem consigo tanta sabedoria.
We have onion, tomato, pepper, melon, lettuce, grean bean and portuguese cole. Now, we’ve got to hope that the nets we’ve placed on the ground will keep rabbits on the outside, to water and to enjoy.
It’s time for the famous spring cleaning – inner and outer: to get rid of the old and make way for the new. These cicles bring so much wisdom with them.

terra

terra

terra

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terra

céu

Se acredito em milagres? Claro que sim.
Eu cavo a terra seca
que se transforma em alimento
que se transforma em corpo
que se transforma em terra seca.
Tratemos da nossa terra que ela de nós tratará.

If I believe in miracles? Of course I do.

I dig the dry ground
that becomes food
that becomes body
that becomes dry ground.

Let’s take care of our earth so it will take care of us.

uma aventura na horta – Janeiro

preparar a terra

preparar a terra

preparar a terra

Lavoura das terras e preparação das culturas de Inverno, como a da batata, iniciando-se onde for possível, a plantação precoce. A poda no Minguante é recomendável, mas nas figueiras, laranjeiras e macieiras os grandes cortes são prejudiciais. Enxertos no Crescente. Semear fava, ervilha, alface e rabanete. No Norte e no Centro, semear centeio, couve galega, nabo, nabiça, rabanete, salsa e tomate. No Sul, cenoura, couves, ervilha, feijão, nabiça e tomate. Em estufa ou cama quente, plantar pepino, meloa e pimento. Semear canteiros de cenoura, alho, cebola, alface, ervilha, alho-porro e salsa. Na Horta semear (em canteiros ou em alfobres bem abrigados e defendidos das geadas) alface romana, couve repolho e sabóia, rabanete. Colher couves, espinafre, etc.(…)
O Verdadeiro Almanaque, Borda D’ Água, para 2011
A não esquecer: comprar galochas, ler tudo o que tenho em casa sobre o assunto e parar de gritar sempre que encontro uma minhoca no meio da terra.

sacos

na oliveira

Adoro esta oliveira. Deve ter uns dez anos, foi plantada quando regressei a Portugal. Tem crescido bem e espero vê-la crescer ainda mais.

saco

saco

Os sacos, esses, estão disponíveis aqui.

das nossas mãos

jasmim

nascem plantas que se tranformam em flores

amoras

que se transformam em frutos

maçãs

que se transformam em alimento

jacarandá

crescem árvores que testemunham a vida de gerações

pedra humanizada

saiem as mais simples e bonitas marcas do território

manta



Acabei-a. Estou satisfeita com o resultado. Simples, rústica e bonita.
E caminhar no campo com uma manta aos ombros tem algo de mágico – perde-se a noção de lugar e tempo, o peso de ser quem somos – surge uma sensação de abrigo, de fronteira erguida entre o nosso mundo interior e o mundo exterior. E este parece-me um sentimento tão antigo quanto nós, o mesmo que procuramos desde que nascemos – o mesmo que acompanha a humanidade desde os seus primeiros tempos.
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