Montra

Este blog, como muitos outros, nasceu para tornar visível aquilo que gosto de fazer. Sem me aperceber, fui sendo convidada a fazer peças originais para oferecer a amigos de amigos de amigos… e percebi que era um caminho. Talvez fosse esse o caminho que tanto procurava na minha vida! Não aguentava mais atender telefonemas, mandar e-mails e aturar clientes, tudo em simultâneo! Por coincidência, ou não, o emprego acabou. Em vez de desesperar, decidi manter a calma. E decidi deixar de ignorar aquilo que realmente sou capaz de fazer, que é criar.

Era de desejar que as fotos tivessem mais qualidade. Já fui informada que não têm suficientes pixels. Se soubessem que sempre que me dizem isto eu ouço canções dos Pixies!

Aqui ficam pois algumas fotos do que tenho feito mais recentemente.


Verdade seja dita, nunca fui tão feliz…

Cantando, cantei, cantava

Se eu soubesse que voando…
Se eu soubesse que voando
Ai, alcançava o que desejo
Mandava fazer umas asas
Ai, que as penas são de sobejo
As penas leva-as o vento
Ai, de tão leves que elas são
Ainda me não levou uma
Ai, que trago em meu coração
Cantando, cantei, cantava
Cantava, cantei, cantando
Chorando, chorei, chorava
Chorava, chorei, chorando
Que fui, tu foste, nós fomos
Ambos iguais nas vontades
Eu estou, tu estás, nós estamos
Ambos matando saudades
Esses olhos têm meninas
Ai, essas meninas têm olhos
Porque os olhos dessas meninas
Ai, são meninas dos meus olhos
Fui ao jardim do teu peito
Ai, para colher uma flor
Não achei um amor perfeito
Ai, achei só perfeito amor
Cantando, cantei, cantava
Cantava, cantei, cantando
Chorando, chorei, chorava
Chorava, chorei, chorando
Que fui, tu foste, nós fomos
Ambos iguais nas vontades
Eu estou, tu estás, nós estamos
Ambos matando saudades


Invasões Bárbaras, Gaiteiros de Lisboa

Alegria

Apetecia escrever qualquer coisa bonita, que tocasse o coração. Estou amena, nem sim nem não. Na falta de palavras, imagens. A primeira, da (bis)avó. A segunda, do (bis)neto.

Como se mede a vida de uma pessoa? Hoje ouvi dizer que é pela alegria que se sente e se faz sentir. Para mim faz sentido.
E vocês? (está aí alguém?) Há alegria na vossa vida?

Conto de fadas moderno

Se Jean-Pierre Jeunet me pedisse (!) para fazer um filme sobre a minha vida (!) eu diria que sim mas só se Yann Tiersen fosse o responsável pela banda sonora. Quem não gosta do ” Le Fabuleux Destin d’ Amelie Poulain”? Pois eu não gosto. Adoro.

Não tinha a certeza se seria o melhor cd para ouvir no carro mas apetecia-me tanto que o levei comigo. A hipnose foi instantânea. A estrada era um carrossel e eu voltei aos meus 6 anos. Ai que vontade de abrir os braços e rodopiar num campo de mal-me-queres!

Por falar em campo, na casa da avó (dos trapos) as alfaces já estão a crescer e as nêsperas fazem as delícias dos pássaros que gentilmente deixam metade do fruto para provarmos.

Já de regresso a casa, com os cabelos ao vento em cima do meu corcel dou por mim a achar graça às traseiras de um camião, tão encantada que vou com aquela valsa de acordeões e pianos.

Biscoitos de Laranja

Batem-se 3 ovos, 100 g de açúcar, acrescentando em seguida com 50 g de manteiga derretida, a raspa da casca de um limão e o sumo de uma laranja. Depois de tudo bem amassado e engrossado com a farinha de trigo que for precisa, deita-se num tabuleiro bem untado de manteiga e leva-se ao forno a cozer. Depois de cozido corta-se em fatias delgadas, levando novamente ao lume para ficarem louros onde ainda o não estavam.





Ao sol

Se me perguntarem o que quero ser quando for grande ainda não sei responder.
Mas sei o que me faz sentir viva, ao ponto de me esquecer de comer e dormir – tenho que criar. Ultimamente tenho estado a descobrir a infinita possibilidade de conjugar cores em tecido, o patchwork.

Aproveitei o sol para fotografar a primeira manta de patchwork que fiz quando vivia na Holanda, a última ainda em construção que me faz lembrar uma tarde de verão vista por uma menina, e a primeira peça de roupa feita para o M. que adora vermelho.

Viva o sol!

Phalaenopsis

O seu nome foi sugerido pelo botânico holandês Blume que a encontrou pela primeira vez em 1825 e a nomeou de Phalaenopsis amabilis, como a mariposa tropical Phalaena.
Esta orquídea é uma planta que se desenvolve sobre outra planta, usando-a como apoio, não lhe retirando nenhum nutriente.
A da foto foi-me oferecida ontem pelo meu holandês R. que tal como eu, a deve ter visto como forte e delicada.
Tanto para aprender com a Natureza.
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